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Polícia Civil investiga morte de paciente na UPA da zona norte de Presidente Prudente

Publicada em 06/01/20 as 18:31h por - 51 visualizações


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A Polícia Civil abriu inquérito para apurar a morte de uma mulher de 70 anos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) localizada no Jardim Guanabara, na zona norte de Presidente Prudente.

A apuração do caso está a cargo da Central de Polícia Judiciária (CPJ).

O Boletim de Ocorrência que levou a morte ao conhecimento da Polícia Civil foi registrado na noite do último sábado (4) por uma mulher de 41 anos, que é filha da vítima.

A filha relatou que até então sua mãe não tinha nenhum problema diagnosticado, porém, na última quinta-feira (2), levou a aposentada à UPA da zona norte, pois ela apresentava dores no peito, dificuldades para respirar e “muita canseira”, inclusive, com embaraços para caminhar.

A paciente foi atendida e medicada e um exame de ecocardiograma apontou alteração, segundo a filha. Porém, ainda conforme a filha, o médico responsável pelo atendimento afirmou ser a situação normal e motivada pela medicação tomada pela paciente antes do exame.

A aposentada foi liberada, mesmo ainda não estando bem, e no dia seguinte apresentava os mesmos sintomas, mas um pouco mais agravados, o que fez com que os familiares a levassem novamente para a UPA.

Na unidade de saúde, a paciente voltou a passar outras duas vezes pelo ecocardiograma e os resultados deram alterados.

Segundo o Boletim de Ocorrência, a aposentada foi medicada, passou mal, vomitou e, depois disso, conforme a própria paciente havia contado à filha, teria “apagado”.

A mulher passou a noite na UPA e, após exames radiográficos e de sangue, novamente foi liberada na manhã do sábado (4).

Ela passou o dia bem, se alimentou e no fim da tarde os sintomas voltaram e a aposentada foi encaminhada pela terceira vez para a UPA, por volta das 18h, na emergência.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, a paciente já estava roxa, mas consciente, e deu entrada na unidade de saúde.

Quando a filha entrou no setor da emergência, viu sua mãe recebendo massagem cardíaca por duas enfermeiras e em seguida começou a gritar por médico. No entanto, segundo o Boletim de Ocorrência, a filha foi contida e retirada do local e viu médicos correndo em direção à sua mãe apenas depois de ter gritado reclamando por ela não estar sendo atendida por um daqueles profissionais.

Depois disso, a filha permaneceu aguardando no local até que passado um tempo um médico informou o falecimento da aposentada.

Segundo o Boletim de Ocorrência, a causa da morte foi apontada como parada cardiorrespiratória.

A Polícia Civil registrou o caso como homicídio culposo com duas situações qualificadoras previstas no Código Penal: a inobservância de regra técnica de profissão e quando o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima.

Outro lado
Em nota oficial ao G1, a Prefeitura de Presidente Prudente pontuou na tarde desta segunda-feira (6) que, diante das informações contidas no Boletim de Ocorrência, irá solicitar ao Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (Ciop), gestor das duas Unidades de Pronto Atendimento em funcionamento na cidade, informações detalhadas sobre o atendimento prestado à paciente, “para que possa investigar se a conduta adotada está de acordo com o que é preconizado para o caso em questão".

O G1 também solicitou um posicionamento oficial do Ciop sobre o assunto, mas até o momento desta publicação não obteve resposta.



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