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Em PP, pesquisa traça perfil de idosos que trabalham

Publicada em 12/07/18 as 12:36h por http://portalprudentino.com.br - 7 visualizações


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 (Foto: http://portalprudentino.com.br)
Pedro Elias Batista tem 80 anos e desde os 73 trabalha nas feiras livres. Ao lado da esposa, Isabel Pereira Batista, com quem é casado há 56, vive da aposentadoria rural, afirma ter saúde muito boa e uma vida ativa.

São duas vezes por semana na feira e vendas no comércio ambulante nos outros dias, uma rotina que o faz acordar 4h30, nada que atrapalhe seu bom humor. “Eu trabalho um pouquinho pra complementar a renda. Mas ando acordando muito tarde”, brinca.
 
O perfil do feirante se associa a uma pesquisa que avaliou a qualidade de vida dos idosos ativos no mercado de trabalho, em Presidente Prudente.

O estudo desenvolvido por alunos de Fisioterapia, analisou, durante dois meses, as condições socioeconômicas e prevalência de doenças em pessoas com mais de 60 anos, de ambos os gêneros e que exerciam atividades laborais. Eles foram orientados pelo docente da Unoeste, Weber Gutemberg Alves de Oliveira.

Renda baixa
 
De modo geral, a maioria dos idosos – apesar de aposentados – retorna ao mercado, devido ao baixo valor da aposentadoria ou simplesmente para se sentir mais útil.

“Estar ativo é sinônimo de saúde. É importante ressaltar as relações interpessoais, mas em grande parte dos casos a principal renda deles acaba sendo adquirida nas feiras [83%]”, afirma Oliveira.
 
Com o trabalho, 69% apresentaram qualidade de vida regular, com renda suficiente para a manutenção de um estilo de vida adequado às expectativas, atendimento à saúde e estado psicológico bom por causa do trabalho e da interação social numa fase da vida onde é “comum a tristeza excessiva e até a depressão”, de acordo com o orientador.

Em razão da idade, 70% dos idosos têm pressão alta ou doenças metabólicas, 54% doenças relacionadas a exercícios repetitivos, 29% voltadas ao metabolismo e nenhum relato de doenças cardiovasculares.

Ser útil
 
O sentimento de utilidade supera até as condições de trabalho. “Eles não assumem, mas fazem esforços para carregar caixas, estão expostos às intempéries do clima e acordam muito cedo. O ponto negativo realmente é isso, a falta de condições ergonômicas”, aponta Oliveira.

A dedicação atrapalha, segundo os entrevistados na pesquisa, a alimentação adequada e problemas para a utilização de sanitários durante o trabalho. “Dependem da casa de algum conhecido na vizinhança ou de banheiro em algum posto de combustível”, detalha.
 
Só que Pedro nem pensa em fazer outra coisa, como justifica a esposa. “Ele não aguenta ficar parado, gosta daqui”.





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